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Óleos Fixos "carreadores" 
(óleos gordurosos)





           Os óleos vegetais são constituídos por blocos de construção chamados de ácidos graxos e glicerol. Os ácidos graxos são divididos de acordo com a localização de suas ligações químicas. Eles são essenciais para a vida e o funcionamento normal das nossas células, participando de incontáveis processos químicos de nosso corpo, e sendo utilizados como "tijolos" na fabricação de alguns hormônios. 
As gorduras podem ser classificadas como saturadas, mono-insaturadas e poli-insaturadas, dependendo do tipo de ligação química presente nos ácidos graxos que as compõe. A maioria das gorduras contém diferentes proporções de cada um desses três tipos básicos de ácidos graxos, mas costumam ser classificadas segundo o tipo predominante.  As gorduras saturadas tendem ser sólidas à temperatura ambiente e as gorduras insaturadas líquidas.
            Pensando que depois da água, as gorduras são as substâncias que mais temos no corpo, fica claro que o tipo de gordura que passa então a fazer parte da constituição de nossas células têm grande importância. Elas podem influenciar na saúde, interferindo em processos oxidativos e envelhecimento, resistência imunológica e vitalidade. Assim, tanto na área cosmética, quanto terapêutica, os ácidos graxos têm um papel decisivo para o nosso bem-estar.
 
           
Funções cosméticas
 
            Os ácidos graxos afetam a pele de forma diferenciada. Como cada óleo ou manteiga vegetal constitui-se de um complexo de ácidos graxos, cada um deles poderá carregar propriedades distintas.
Conforme o tipo de pele emprega-se óleos e manteigas diferentes. Os óleos indicados para pele oleosa e normais podem ser empregados em peles secas, os de pele seca podem ser empregados em peles normais, mas para as peles oleosas recomenda-se empregar somente os óleos recomendados a ela, para evitar a sensação de peso e oleosidade excessiva sobre ela. Em peles acnéicas evita-se utilizar óleos, pois podem piorar o problema. Abaixo segue uma lista de indicação por tipo de pele:  
 
 
Óleos para pele seca
Óleos para pele normal
Óleo para pele oleosa
 
 
 
Amêndoas
Mamona (rícino)
Manteigas (cacau, manga, karité, cupuaçu)
Amendoim
Palma
Oliva
Castanha do Pará
Andiroba
Buriti
Pequi
Abacate
Pracaxi
Gergelim
Soja
Avelã
Nozes  
Macadâmia
Linhaça
Argan
Urucum
Semente de uva
Girassol
Canola
Jojoba
Germe de trigo
Cocos (babaçu, palmiste, murumuru e côco da praia)
Milho
Arroz
Algodão



 
FUNÇÕES COSMÉTICAS DOS ÁCIDOS GRAXOS
 
 
Ácido alfa-linolênico
 
Tipo: poliinsaturado (do tipo ômega 3)
Onde é encontrado: 30 a 55% no óleo de linhaça
Importância cosmética: tem um fator fundamental no equilíbrio da pele e sua deficiência está associada a várias dermatopatias: pele fina, descamação de pele (seborréia), hipertrofia da glândula sebácea com aumento da viscosidade, hiperqueratose dos ductos sebáceos, aumento da síntese de DNA pelos queratinócitos, aumento da fragilidade dos capilares cutâneos, diminuição da velocidade de cicatrização das feridas, aumento das perdas de líquido transepidérmica.
 
Ácido esteárico
 
Tipo: saturado
Onde é encontrado: 10 a 35% nas manteigas de cacau, karité, manga, cupuaçu.
Importância cosmética: possui alta capacidade de absorção de água, o que faz dele um produto capaz de auxiliar na estabilidade das emulsões. É um emoliente que proporciona um toque agradável, maciez e suavidade à pele, possibilitando a recuperação da umidade e elasticidade natural principalmente em peles secas e maltratadas.
 
Ácido gama-linolENICO (AGL)
 
Tipo: poliinsaturado (do tipo ômega 6)
Onde é encontrado: 4 a 25% nos óleos de borragem, prímula e black currant 
Importância cosmética: usado em cosméticos como emoliente, anti-oxidante e regulador cellular. O AGL é considerado um agente promotor da saúde da pele e antiinflamatório.
 
Àcido láurico
 
Tipo: saturado
Onde é encontrado: 40 a 60% nos óleos de côcos 
Importância cosmética: possui propriedades emolientes, boa penetração pelos poros e propriedades imunoestimulantes, anti-oxidantes e anti-microbiais. Possui ótima estabilidade para uso em cosméticos por sua dificuldade em oxidar-se.   
 
Ácido linoléico
 
Tipo: poliinsaturado (do tipo ômega 6)
Onde é encontrado: 35-80% nos óleos de uva, germe de trigo, papoula, açafrão, milho, girassol, linhaça, canola, soja, gergelim, amendoim, avelã
Importância cosmética: usado como emoliente e agente afinador em cosméticos. Importante para as funções celulares. Sua falta na dieta causa descamações de pele, dermatites, queda de cabelo, entre outros desequilíbrios.  
 
Ácido oléico
 
Tipo: monoinsaturado (do tipo ômega 9)
Onde é encontrado: 50 a 90% no óleo de amêndoas, oliva, andiroba e buriti 
Importância cosmética: possui propriedades surfactantes e emolientes em cosméticos. É considerado como tendo efeito de proteção solar.
 
Ácido ricinoléico (tricinoglicerol)
 
Tipo: ácido graxo hidróxido
Onde é encontrado: 85% no óleo de mamona
Importância cosmética: usado em cosméticos como emoliente, sendo que quando seco, ele forma um filme sólido que possui propriedades de retenção de água. Usado em excesso pode dar uma sensação pegajosa na pele.
 
Ácidos cáprico e caprílico
 
Tipo: saturado
Onde é encontrado: 6-8% nos óleos de côco e palma.
Importância cosmética: são considerados bons emolientes e agentes afinadores em cosméticos. Possuem alto nível de penetração pela pele, o que pode facilitar a absorção de bioativos pela mesma.
 
EPA e DHA
 
Tipo: poliinsaturado
Onde é encontrado: 10-35% em óleos de peixes de águas profundas (salmão, sardinha) e em algas unicelulares marinhas e algas marrons.
Importância cosmética: de propriedades similares às relatadas para o ácido alfa-linolênico. Antiinflamatório.  
 
 
Principais ácidos graxos e sua importância para a saúde
 
 
Existem alguns ácidos graxos de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento dos mamíferos. Tais ácidos são denominados de ácidos graxos essenciais
Há dois tipos de ácidos graxos - ômega-3 e ômega-6 - que não podem ser fabricados pelo organismo, e assim precisam ser obtidos através dos alimentos. São os chamados "ácidos graxos essenciais" (EFAs em inglês e AGE em português), e quando existem em quantidade suficiente no corpo são usados para fabricar os outros ácidos graxos de que precisamos. 
            A suplementação de EFAs na alimentação tem ajudado muitas pessoas com alergias, anemia, artrite, câncer, candidíase, depressão, pele seca, eczemas, fadiga, doença cardíaca, inflamações, esclerose múltipla, tensão pré-menstrual, psoríase, retardamento do metabolismo, infecções virais etc., e facilitado o processo de recuperação de viciados. 
Estes dois ácidos graxos essenciais são necessários para o desenvolvimento correto dos tecidos do feto e do bebê, especialmente o sistema nervoso. Segundo John Finnegan, em "Fatos sobre a gordura", os ômega-3 afetam especialmente as partes do cérebro ligadas à capacidade de aprendizado, à ansiedade ou depressão e à percepção auditiva e visual. Também ajudam a equilibrar o sistema imunológico.
           Os ácidos graxos existentes na natureza apresentam ligações duplas entre os átomos com uma configuração especial chamada de "cis" pelos bioquímicos. Na ligação do tipo "cis" as moléculas se torcem de forma que os dois átomos de hidrogênio fiquem do mesmo lado da ligação dupla. Isto significa que a ligação entre os átomos é mais fraca por causa da forma irregular, o que provoca um ponto de fusão mais baixo - ou, no dialeto dos supermercados, não são sólidas à temperatura ambiente. Gorduras com ligações do tipo "trans" ou que não tenham ligações duplas ("gorduras saturadas") são sólidas à temperatura ambiente. 
            Para fabricar margarina, adicionam-se átomos de hidrogênio às moléculas de gordura para que fiquem mais saturadas, elevando o ponto de fusão para que o óleo permaneça sólido à temperatura ambiente, ou seja, para que a margarina não escorra pela mesa. Este processo, chamado "hidrogenação", exige a presença de um catalisador metálico e temperaturas em torno de 260ºC para que a reação aconteça. Assim, cerca de metade das ligações "cis" transformam-se em ligações "trans".
A hidrogenação passou a ser muito usada nos Estados Unidos porque este tipo de óleo não se estraga nem fica rançoso tão depressa quanto o óleo comum, e assim tem uma vida de prateleira maior. Nos últimos anos, foram feitas medições de gorduras "trans" na membrana das células vermelhas do sangue humano, e o nível chegou a 20%, quando deveria ser zero.
            Os ácidos graxos com ligações "trans" presentes na membrana celular enfraquecem a estrutura da membrana e sua função protetora. Eles alteram a passagem normal de sais minerais e outros nutrientes pela membrana e permitem que micróbios patogênicos e substâncias químicas tóxicas penetrem na célula com mais facilidade. O resultado: células doentes e enfraquecidas, mau funcionamento do organismo e um sistema imunológico exausto - em resumo, queda da resistência e aumento do risco de doenças como o câncer.
            As gorduras "trans" também podem desorganizar o mecanismo normal do organismo de eliminação do colesterol. O fígado costuma lançar o excesso de colesterol na bile e enviá-lo para a vesícula, que se esvazia no intestino delgado logo abaixo do estômago. As gorduras "trans" bloqueiam a conversão normal do colesterol no fígado e contribuem para elevar o nível de colesterol no sangue. Também provocam um aumento da densidade de lipoproteínas de baixa densidade (LDLs), considerada um dos principais causadores de aterosclerose (endurecimento das artérias). Além disso, as gorduras "trans" reduzem a quantidade de lipoproteínas de alta densidade (HDLs), que ajudam a proteger o sistema cardiovascular dos efeitos nocivos das LDLs. As gorduras "trans" também aumentam o nível de apolipoproteína A, uma substância do sangue que é outro fator de risco das doenças cardíacas. Na verdade, já se demonstrou que as gorduras "trans" provocam efeitos piores do que as gorduras animais saturadas. Outro efeito negativo das gorduras "trans" na dieta é o aumento dos hormônios pró-inflamatórios do corpo (prostaglandina E2) e a inibição dos tipos anti-inflamatórios (prostaglandinas E1 e E3). Esta influência indesejada das gorduras "trans" sobre o equilíbrio das prostaglandinas pode deixar você mais vulnerável a condições inflamatórias que vão custar a sarar. As prostaglandinas também controlam muitas funções metabólicas. Quantidades mínimas delas podem provocar grandes mudanças nas reações alérgicas, na pressão sanguínea, na coagulação, nos níveis de colesterol, na atividade hormonal, na função imunológica e na resposta inflamatória, para citar apenas algumas de suas ações. 
            Muitos destes problemas causados pelas gorduras "trans" já são conhecidos, ou ao menos alvo de suspeitas, há 15 ou 20 anos, mas foram amplamente ignorados nos Estados Unidos. Na Europa, o uso de gorduras "trans" em alimentos é restrito, e alguns países só permitem a presença de 0,1% de ácidos graxos "trans". Pelo contrário, as margarinas americanas podem conter até 30% ou 50%! É claro que a indústria alimentícia nega que isto seja um problema. Segundo o Dr. Russel Jaffe, conhecido médico pesquisador, os criadores de porcos não oferecem gorduras "trans" a seus animais porque os porcos morrerão se as comerem. Quando o Dr. Jaffe procurou o Departamento de Agricultura, descobriu que os técnicos sabiam disso, mas não estavam interessados nos possíveis efeitos sobre humanos, já que esta última área não estava sob sua jurisdição. A secretaria americana de alimentos e remédios (FDA) também nada fez a respeito. A verdade é que se os animais são alimentados com gordura trans eles ficam cheios de tumores e caroços nos seios, próstata, intestinos e acabam morrendo de câncer ou alguma doença degenerativa ou cardíaca!.
Um estudo publicado na Revista Americana de Nutrição Clínica mostra uma diferença dramática entre as taxas de doenças cardíacas das populações do norte e do sul da Índia. Os do norte comiam carne e tinham alto nível de colesterol. Sua principal fonte de gordura na alimentação era o ghee (manteiga clarificada). Os do sul eram vegetarianos e tinham níveis de colesterol  muito mais baixos. A "sabedoria" atual diria que os vegetarianos teriam a menor taxa de doenças cardíacas, mas na verdade o contrário é que era verdade. Os vegetarianos tinham uma taxa 15 vezes maior de doenças cardíacas do que a de seus patrícios do norte. Qual a razão de diferença tão surpreendente? Além da oposição entre carne e vegetais, a maior diferença na dieta era que os do sul haviam substituído o ghee tradicional (um alimento de verdade) pela margarina (rica em gordura trans) e pelos óleos vegetais refinados e poli-insaturados. Vinte anos depois, a revista médica britânica "The Lancet" observou um aumento das mortes por ataque cardíaco entre os indianos do norte. Eles também haviam substituído o ghee de suas dietas pela margarina e pelos óleos vegetais refinados, que destituídos de anti-oxidantes naturais, rançam (oxidam) e podem ocasionar lesões às paredes arteriais desenvolvendo doenças cardio-vasculares (ateroesclerose) e levando à morte..
 
 
FUNÇÕES TERAPÊUTICAS DOS ÁCIDOS GRAXOS
 
 
            Existe uma variedade de alterações clínicas observadas na deficiência dos ácidos graxos essenciais: Baixas taxas de crescimento; perda de peso; falhas na ovulação e lactação; degeneração testicular; aumento da permeabilidade da pele e da membrana celular; deficiência na cicatrização; aumento da susceptibilidade a infecções; queda de pelo; dermatite seborréica com hiperqueratose e aumento da síntese de DNA dos queratinócitos.
            A presença de quantidades equilibradas dos fatores Ômega 3 e Ômega 6 nas dietas ou em suplementos, impedem ou corrigem os processos acima descritos.
            Alterações nas concentrações de ácidos graxos essenciais nos fosfolipídeos da membrana plasmatica dos linfócitos pode causar alterações na reatividade imunológica celular, alterando o funcionamento do sistema imunológico. Isso pode gerar doenças auto-imunes ou imunodeficiência.
Os ácidos graxos essenciais tem um fator fundamental no equilíbrio da pele e sua deficiência está associada a várias dermatopatias.
Estudos em crianças hiperativas e agitadas tem demonstrado a importância que tem para o aprendizado uma alimentação baseada em ácido docosahexanóico (DHA derivado dos óleos de peixe). Por isto podemos supor que uma alimentação rica em DHA pode melhorar o aprendizado estimulando uma alta produção de acetilcolina a nível do hipocampo que é uma região do cérebro implicada nos mecanismos de aprendizagem e da memória. O ácido eicosapentanóico (EPA) é também um componente das paredes celulares e um substrato para as enzimas implicadas na produção de prostaglandinas. Estas são essenciais para a regulação de um fluxo sanguíneo normal nos diferentes órgãos. O óleo de pescado que proporciona tanto o DHA como o EPA, ajuda desta maneira o bom funcionamento do cérebro. O DHA é um ácido graxo poliinsaturado, localizado principalmente no cérebro e nas células da retina. Tem sido reconhecido como essencial para o bom desenvolvimento do cérebro da criança e assim como para a função retiniana. Uma boa alternativa para obtenção destes ácidos graxos é o óleo de linhaça. É uma fonte rica em ácido alfa-linolênico (ALA), que é um ácido graxo essencial da série ômega-3. Proporciona de 55% a 60% de ALA que é metabolizado no organismo em EPA e DHA e é um substrato para as prostaglandinas da série 3. Estudos experimentais tem demonstrado que o ALA potencializa as funções de aprendizagem e memória. Se crê que esta estimulação de certas funções do cérebro por ALA é devida à sua conversão em DHA que, como é sabido, produz um efeito benéfico nas células cerebrais.
O ácido gama-linolênico (GLA) existente nos óleos de prímula e borragem, é um importante componente das membranas celulares e é metabolizado em ácido dihomo gama linolénico (DGLA), um substrato para as enzimas que produzem as prostaglandinas da série 1 que possuem propriedades vasodilatadoras. Estas propriedades facilitam uma boa perfusão de nutrientes nos tecidos. As investigações tem demonstrado que as crianças hiperativas possuem carências em DHA e em GLA.
O ácido láurico, encontrado nos óleos de côco babaçu, palmiste e côco da praia, é um componente importante do leite materno humano, para o fortalecimento imunológico do bebê. Pesquisas cientificas demonstram que o ácido láurico possui a capacidade de aumentar o sistema imunológico pela ativação da liberação de uma substância chamada interleucina 2 que faz a medula óssea fabricar mais células brancas de defesa (isso é muito bom para quem tem imunidade baixa). Além disso, o óleo destes dois côcos age como antiinflamatório pela inibição da síntese local de prostaglandinas (PGE2) e interleucina 6 que são substâncias pró-inflamatórias presentes em quadros reumáticos, artrites e inflamações musculares. Outros estudos validaram também uma potencial atividade antiviral e anti-bacteriana desta substância.
            O uso do côco babaçu e do côco da praia como veículo carreador para massagem, ou em bases de cremes é uma excelente alternativa que apresenta as vantagens de:
 
1. Não rançar facilmente, mesmo em contato com água em bases de cremes e possuir alta durabilidade.
2. Penetrar com extrema rapidez pelos poros da pele, facilitando a entrada de óleos essenciais e outros bioativos.
3. Ao penetrar no corpo agir como imunomodulador, contribuído assim para o fortalecimento da imunidade e equilíbrio de quadros inflamatórios.
   
            Os óleos de cocos naturais são também uma excelente alternativa para uso na alimentação. Estudos científicos mais recentes demonstraram que os óleos de cocos não aumentam os níveis de colesterol como se pensava (Enig, M. & Hostmark et al & Kaunitz e Dayrit & Awad). As pesquisas antigas que mostravam o contrário haviam sido feitas com óleo de côco parcialmente hidrogenado, ricos em gordura trans. Além disso, os óleos de côco têm se tornado muito conhecidos internacionalmente em dietas de emagrecimento de baixa caloria, pois são o único tipo de gordura que ao ser metabolizada pelo corpo, não é estocada na forma de tecido adiposo (St-Onge, M.P. et al. & Van Wymelbeke, V., et al.). Podem ser usados na culinária em substituição aos tradicionais óleos empregados na cozinha.
 
 
CONSERVAÇÂO
 
É preciso notar que, além do calor, a luz e o oxigênio provocam sérios danos aos óleos. A luz destrói o óleo mil vezes mais depressa que o oxigênio, por isso é importante comprar óleos não refinados embalados em garrafas à prova de luz.
Para conservar bem seus óleos vegetais, mantenha-os longe da luz, embalados em recipientes escuros. Se possível mantenha-os na geladeira, ou sob temperaturas baixas. Evite deixar a garrafa destampada ou o óleo exposto ao ar. Isso vale não só para seus óleos de massagem, como também para os da cozinha. Observe que, óleos em contato com água, luz e oxigênio oxidam-se (rançam). Nosso corpo contém mais de 80% de água e oxigênio diluído no sangue e tecidos. Sendo assim, o tipo de gordura que escolhemos para nos alimentar, tem importância decisiva para nossa juventude e saúde. Ela deve ser rica em anti-oxidantes e de preferência prensada à frio e livre de gordura trans.  
 
REFINO E QUALIDADE
 
            Nem todos os óleos carreadores podem ser refinados, pois mediante este processo, sofrem alterações em suas propriedades. Abaixo passamos uma lista informativa a este respeito.
 
Alguns óleos que sofrem alterações e grandes perdas de bioativos se refinados, perdendo no caso a maioria de suas propriedades:
 
Abacate (perde vitaminas, sais minerais e fitoesteróis, deixando de ser útil para problemas de próstata, sistema imunológico, degeneração da mácua, etc)
Abóbora (perde vitaminas e zinco, deixando de ter eficácia para o tratamento de problemas da próstata e cabelo)
Açaí (perde fitoesteróis e vitaminas, deixando de ter propriedades hormonais e úteis em problemas de próstata, colesterol alto, degeneração da mácua, etc)
Andiroba (perde limonóides (como a andirobina) responsáveis pelas suas propriedades terapêuticas.
Buriti (perde beta-caroteno, perdendo propriedades anti-oxidantes e seu efeito de bronzeamento na pele)
Gergelim (perde sesamol e vitamina E, perdendo propriedades anti-oxidantes, potencial rejuvenescedor, útil na área da memória, etc)
Germe de trigo (perde vitamina E, deixando de ter propriedades anti-oxidantes e rejuvenescedoras)
Girassol (perde vitamina E e oxida-se dezenas de vezes mais rápido)
Linhaça (perde vitamina E, mas mantém o ômega 3 que, por outro lado, sem vitamina E oxida-se mais rápido)
Neem (perde azadiractinas e todas as suas propriedades terapêuticas)
Palma (perde beta-caroteno, perdendo propriedades anti-oxidantes e seu efeito de bronzeamento na pele)
Pequi (perde alguns bioativos que lhe dão propriedades antiinflamatórias e beta-caroteno, anti-oxidante)
Uva (perde vitamina, deixando de ter propriedades anti-oxidantes e rejuvenescedoras)
 
Alguns óleos que não sofrem intensas alterações e grandes perdas de bioativos pelo refino, até por que a maioria de suas propriedades estão relacionadas à sua gordura:
 
Amêndoas, avelã, babaçu, borragem, cacao, côco da praia, cupuaçu, damasco (abricot), jojoba, manga, maracujá, murumuru, nozes, palmiste, prímula, rosa mosqueta

Diferença na cor de óleo de girassol extra-virgem não refinado (à esquerda) para o refinado (à direita).
 
Infelizmente a maioria das empresas que vendem óleos vegetais para massagem ou uso alimentício desconhecem estas informações e acabam vendendo óleos refinados sem princípios ativos, produtos montados e adulterados. Nossa empresa toma todo o cuidado para oferecer a nossos clientes os melhores produtos para que tenham o máximo de seus efeitos.
 


 Referências:
 
1. Enig, Mary & Fallon, Sally – Eat fat lose fat – Hudson Street press, 2005
 
2. Flégner, Fábián László – Enciclopédia de ácidos graxos e gorduras – Ed. Laszlo (em prelo)
 
3. Kime, Zane – Sunlight - World Health Publications, 1980
 
4. Sabbatini, Renato - COSMÉTICOS ENGANADORES - Publicado em: Jornal Correio Popular, Campinas, 18/8/2000. http://www.geocities.com/saudeinfo/cosmeticos.htm
 
5. Servan-Schreiber, David – Curar... o stress, a ansiedade e a depressão sem medicamento nem psicanálise – Sá editora
 
6. Roubos, Dane A. -  OS RÓTULOS MENTIROSOS DOS "ALIMENTOS SAUDÁVEIS"  - Nexus Magazine, Volume 4 (Fevereiro-Março 1997). 


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